02/09/2017

HOMEM SOLTO APÓS EJACULAR EM MULHER EM ÔNIBUS É PRESO DE NOVO AO ATACAR OUTRA PASSAGEIRA

O homem que havia sido preso nesta semana por ejacular em uma mulher dentro de um ônibus e depois foi solto pela Justiça de São Paulo, foi detido novamente na manhã deste sábado (2) ao atacar outra passageira dentro de um coletivo na região da Avenida Paulista, centro da capital. As informações foram confirmada ao G1 pela Polícia Militar (PM) e Polícia Civil. O ajudante de serviços gerais Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso inicialmente por suspeita de ato obsceno contra uma mulher dentro de um ônibus que passava pela Avenida Brigadeirio Luis Antônio. Mas na delegacia acabou indiciado por estupro porque foi acusado de esfregar o pênis no ombro da vítima e ainda tentado impedi-la de fugir dele. "Ela tentou sair e ele a segurou com a perna", disse à reportagem a tenente da PM Stephanie Cantoia, sobre o motivo que levou o delegado a registrar o crime como estupro. A vítima, que entrou em estado de choque, tem entre 30 e 40 anos, e estava a caminho do trabalho, onde é empregada doméstica, quando foi atacada. Ela saiu coberta com uma blusa da delegacia sem falar com a imprensa. A identidade dela foi preservada pela polícia. O delegado Rogério de Camargo Nader, do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, pediu à Justiça a prisão preventiva de Diego. A decisão, no entanto, deverá sair no domingo (3) durante audiência de custódia. A autoridade policial ainda teria solicitado ao juiz que irá analisar o pedido que submeta o preso a exames psicológicos para saber se ele pode responder criminalmente por seus atos ou se deverá ser levado a tratamento médico. "Ele foi autuado em flagrante pelo delito de estupro e foi pedido também a instauração de incidente de insanidade mental", disse o delegado Nader sobre os pedidos de prisão preventiva e incidente de insanidade mental. "Caso não seja entendido como insanidade, será requerido também alternativamente, a prisão preventiva." Segundo o delegado, Diego confessou o crime e ainda disse que já tentou suicídio e chegou a fazer tratamento psiquiátrico. "Em caso de insanidade mental, ele iria para um presídio manicomial, como Franco da Rocha [na Grande São Paulo]. Ele aparenta problemas psiquiátricos", disse Nader. "Ele representa um risco para a sociedade, sem dúvida alguma. No meu entendimento." Diego será levado para uma carceragem onde ficará preso sozinho por questão de segurança. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, por meio de nota, que esta é a quarta vez que Diego é preso por estupro; o homem também já foi detido 13 vezes por ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor, totalizando 17 passagens pela polícia. Esse também é o terceiro caso de violência sexual contra mulheres nesta semana na capital, dois deles atribuídos a Diego. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, o suspeito foi detido por volta das 8h por passageiros do coletivo. Eles chamaram policiais militares, que o detiveram. O homem, a vítima e testemunhas foram levados ao 78º DP, nos Jardins, área nobre da cidade. Segundo policiais civis da delegacia, a identidade do agressor foi confirmada pela identidade dele e pela comparação com fotos anteriores dele de quando foi detido pela última vez. Diego já tinha passado pelo mesmo DP na última terça-feira (29), quando havia sido preso após ejacular em uma passageira. Naquela ocasião, ele foi indiciado pela Polícia Civil por estupro, mas em audiência de custódia, na quarta-feira (30), a Justiça o soltou alegando que "não houve constrangimento" da vítima no ato. Veja os 17 casos de crimes sexuais atribuídos a Diego: 2017 2 de setembro Local: Avenida Brigadeiro Luis Antonio Vítima: entre 30 e 40 anos Esfregou o pênis no ombro da mulher e tentou impedi-la de fugir usando a perna 29 de agosto Local: Avenida Paulista Vítima: 23 anos Ejaculou em mulher 12 de junho Local: Avenida Paulista Vítima: de 20 anos Encostou o pênis no ombro da mulher 1º de maio Local: Alameda Santos Vítima: 23 anos Esfregou pênis na mão da mulher 2 de março Local: Avenida Paulista Vítima: 24 anos Esfregou pênis no braço da mulher 19 de fevereiro Local: Avenida Paulista Vítima: 22 anos Esfregou pênis na mão da mulher 2016 28 de novembro Local: Avenida Paulista Vítima: idade não informada Se masturbou próximo a mulher 21 de novembro Local: Metrô Vítima: 17 anos Esfregou pênis na adolescente 31 de outubro Local: Avenida Brigadeiro Luis Antonio Vítima: idade não informada Esfegou pênis em passageira não identificada 2014 25 de novembro Local: Cidade Ademar Vítima: 21 anos Quis tocar seios e ejaculou em ombro de mulher 2013 2 de fevereiro Local: Avenida Washington Luiz Vítima: 47 anos Esfregou pênis no braço da mulher 2012 1º de agosto Local: Americanópolis Vítima: 23 anos Sem informações detalhadas do que fez 17 de outubro Local: Santo Amaro Vítima: 27 anos Mostrou pênis a mulher 2011 11 de fevereiro Local: Rua Floriano Peixoto, Sé Vítima: 22 anos Sem informações detalhadas do que fez 6 de abril Local: estação do Metrô Anhangabaú Vítima: 33 anos Sem informações detalhadas do que fez 30 de novembro Local: Santo Amaro Vítima: 27 anos Sem informações detalhadas do que fez 2009 12 de dezembro Local: Lapa Vítima: 22 anos É o terceiro caso de ataque a mulheres em ônibus nesta semana na capital. Além dos dois citados acima, na terça-feira e neste sábado, que foram atribuídos a Diego, a polícia registrou outro na quarta-feira (30). Naquela ocasião, um outro homem foi detido por suspeita de passar a mão no seio de uma mulher por cima da roupa. Esse caso teria sido registrado como importunação; o agressor também foi solto. Em entrevista ao G1, a primeira vítima de Diego criticou a decisão da Justiça que o soltou após a polícia indiciá-lo por estupro e recomendar a prisão preventiva dele. 'Doeu muito', disse ela. A decisão foi polemizada nas redes sociais, com manifestações públicas até de artistas contrários à soltura do abusador. Algumas entidades de juristas, no entanto, defenderam a decisão do juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto, que liberou Diego. O Ministério Público de São Paulo também publicou nota defendendo o promotor do caso, Marcio Takeshi Nakada, que antes havia se manifestado a favor do relaxamento da prisão do homem. O Juiz Fábio Aguiar Munhoz Soares, que atua na 17ª Vara Criminal da Capital paulista, e é diretor de imprensa da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) disse à TV Globo que a entidade só vai se manifestar sobre esse novo episódio envolvendo o Diego, a partir do momento que houver um posicionamento contrário a conduta do magistrado que irá julgar o caso. (Por André Rosa, Kleber Tomaz e Vivian Reis, TV Globo e G1 SP, São Paulo) 02/09/2017 08h38
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