13/01/2011

DILMA ROUSSEFF DEVE PROPOR SALÁRIO MÍNIMO MAIOR EM FEVEREIRO

A presidente Dilma Rousseff não deve apresentar já uma correção para a medida provisória que estipula o valor do salário mínimo, modificando o índice defasado usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reajustar o valor de R$ 510 para R$ 540.
A decisão de não mandar um novo reajuste já, quando poderia arredondar o valor do salário mínimo para até R$ 550, como afirmou um ministro sob condição de anonimato, faz parte da estratégia de negociação com a base aliada no Congresso.
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), revelou que as bancadas do partido no Congresso se reunirão com o governo para debater o mínimo na última semana de janeiro.
“Até lá (o início dos trabalhos do Congresso) não devemos esperar por alterações”, afirmou Teixeira.
Segundo o deputado, o ministro Guido Mantega (Fazenda) se reunirá com a base aliada para apresentar os motivos do governo para evitar um reajuste maior do salário mínimo depois da eleição da mesa diretora da Câmara e do Senado. “Tenho esse indicativo do governo”, contou.
O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), reconheceu que “é melhor esperar, porque se der um novo valor agora o Congresso vai dar mais”.
O líder do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical, tem a mesma avaliação. “Todo valor que ela divulgar agora fica queimado”, afirmou.
O reajuste do mínimo é visto por investidores como um sinal importante em relação aos gastos públicos. No discurso, a equipe econômica do novo governo tem dito que os gastos serão contidos e os recursos melhor utilizados. Para o mercado, o reajuste do mínimo, que tem impacto sobre as contas da Previdência, pode ser um sinal mais concreto sobre a determinação do governo quanto ao equilíbrio fiscal.
Em 30 de dezembro, a medida provisória assinada por Lula usava como reajuste 5,88% para o salário mínimo. Contudo, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 2010, usado no cálculo para o aumento, ainda não estava completamente apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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