11/05/2010

PACATUBA PERDE O MAIOR LÍDER POLÍTICO DOS ÚLTIMOS VINTE ANOS


Pacatuba perde um de seus melhores prefeitos da historia da cidade, Raimundo Célio Rodrigues, que faleceu aos 61 anos de idade, vítima de "N" patologias. O ex-prefeito de Pacatuba nos deixa a marca de seus trabalhos como homem público e cidadão.
Desde cedo, Raimundo Célio Rodrigues aprendeu que a política era um meio de fazer as coisas acontecerem. Filho de Zezinho Rodrigues Lima, grande político de São João do Jaguaribe, sua terra natal, presenciou durante toda a infância e adolescência a luta dos pais e tios para fazer valer a confiança de toda uma população que ansiava por progresso.
Com o pai, aprendeu que ser político é defender o direito de todos. Com a mãe, Maria Roseno Freire Lima, que em momento algum se deve esquecer-se da gratidão e do compromisso com aqueles que lhe depositam confiança. Aos 18 anos, Célio foi rumo à capital, Fortaleza, fazer sua própria história. Independente e articulado como era, de cara iniciou uma trajetória bem sucedida na Assembléia Legislativa, instituição na qual se aposentou, anos depois. Mas o que ele ainda não sabia, era que seu maior feito profissional ainda estava por vir. E como na vida os caminhos se apresentam sem que haja um roteiro previsível, coube ao Célio Rodrigues o destino de criar raízes em terras até então desconhecidas, mas que rapidamente se apresentaram como seu verdadeiro lar, Pacatuba.
A princípio, a região se mostrou um ótimo lugar para passar os fins de semana em família. Próximo a uma belíssima serra, o local era convidativo pelo clima e pelo fácil acesso. O distrito da Pavuna foi o ponto escolhido para a compra de uma chácara e posteriormente fixar residência. Não tardou para Célio Rodrigues se identificar com as pessoas da região e perceber suas dificuldades e desejos. Sua primeira providência foi instalar algumas escolas, já que o ensino era precário.
Com a popularização de sua figura perante a população, acabou sendo convidado para participar de uma chapa em que entraria como vice-prefeito. O resultado foi uma grande vitória. Célio, inclusive, assumiu a prefeitura nos últimos dois anos. E o que veio a partir daí, foi que ele fez história. Sua atuação à frente da prefeitura o credenciou a ser prefeito do município por mais duas vezes, ocasiões em que indiscutivelmente mudou para melhor a cara da cidade e definitivamente a história de Pacatuba.
Uma história de sucesso como a de Célio Rodrigues em Pacatuba é também fruto de parcerias importantes. Ao seu lado destacam-se as figuras do filho, Renato Rodrigues, da mulher, Selma Cardoso, e de seu companheiro de batalhas, o prefeito Zezinho Cavalcante.
Engenheiro, projetista urbano, e grande parceiro na idealização da nova Pacatuba, Renato sempre esteve ao lado do pai na construção de melhorias para a cidade. A Presidente da Câmara dos Vereadores, Selma Cardoso, é outra protagonista dessa história. Mãe de sua filha, Sandy, esteve sempre junto ao marido na garantia dos direitos da população. Mas foi com Zezinho Cavalcante que se estabeleceu a mais famosa parceria de Célio. Juntos, provam que política pode ser feita com compromisso, com honestidade e, sobretudo, com lealdade. “Eu precisava de uma pessoa que tocasse o que eu havia feito com o mesmo amor, a mesma dedicação, o mesmo respeito. E o Zezinho é essa pessoa. Estamos juntos nessa”, destacava sempre que podia, o líder Célio Rodrigues.
Aos 61 anos, completados em 26 de janeiro, Célio Rodrigues continuava sua jornada pelo desenvolvimento de Pacatuba. À frente da Secretaria de Articulação Política do município, provava que os laços que possuía com a cidade eram definitivos, pois adotou Pacatuba como sua terra, seu lar. Sua importância para a população ficava clara na reação das pessoas ao encontrá-lo. Era comum presenciar o abraço espontâneo, os sorrisos, os acenos, o carinho de um povo que sabe quem era Célio Rodrigues, que sabe o que ele representava para Pacatuba. Uma figura imponente, mas que com seu jeito descontraído fazia com que as pessoas se aproximassem e percebessem nele um amigo dos pacatubanos.
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