30/08/2009

REALITY SHOW É ALVO DE PROTESTOS NO CEARÁ PELA UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS


O Ministério Público Estadual propôs que a Rede Globo assine um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prometendo não praticar crueldade contra animais no reality show No Limite. A Promotoria diz ter tomado a decisão após um pedido da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa). A ONG diz ver sadismo em cenas em que os participantes são obrigados a degolar galinhas para comer e a ingerir peixes ainda vivos e ovos galados (com fetos de galinha em desenvolvimento).
A promotora de Justiça Deolinda Noronha, da comarca de Trairi, cidade em que o reality show é gravado, diz que a idéia do TAC é evitar que a Globo mostre novas imagens do tipo. “É uma cautela para evitar mais polêmica”’, afirma. Na representação à Promotoria, a Uipa argumenta que a Lei de Crimes Ambientais autoriza o abate de animais para alimentação, mas veda que o ato seja praticado de forma dolorosa ou cruel quando há recursos alternativos.
“As ‘iguarias’ são uma demonstração de desrespeito, ocasião em que animais vivos, mortos ou partes deles são tratados como coisa repugnante associadas a um desafio ou, ainda mais absurda, à diversão”, afirma a presidente da Uipa no Ceará, Geuza Leitão.
Numa das edições de “No Limite’, o apresentador Zeca Camargo ordena que os jogadores mordessem metade dos peixes vivos e depois comessem o restante. A mesma regra vale para a ingestão dos ovos, chamados por Camargo de “quase frango”’. Nas cenas, é possível ver as penas dos animais.
A reunião com a Globo e a Uipa está marcada, na Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza (CE). A emissora confirma que um representante foi enviado à cidade. Caso o Ministério Público concorde que houve crueldade e a Globo não assine o termo, a empresa pode ser alvo de ações civil e criminal.
Procurada, a Central Globo de Comunicação afirma que a proposta do programa é acompanhar um grupo de pessoas que “travam uma verdadeira luta pela sobrevivência, cheia de obstáculos e desafios”. Mas, segundo a emissora, “jamais ocorreu à prática de qualquer ato de crueldade com animais ou conduta criminosa”.
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