23/08/2009

MARACANAÚ RENDE HOMENAGENS A BERGSON GURJÃO


O presidente da Câmara de Vereadores de Maracanaú, Francisco Antonio Ferreira da Silva (Chico Barbeiro), apresentou requerimento solicitando à Casa Legislativa municipal o encaminhamento “dos sentimentos póstumos de agradecimento ao jovem revolucionário Bergson Gurjão Farias na sua luta em busca de um Brasil melhor”.
O documento enviado pelo vereador comunista solicita que seja endereçado à família um documento oficial da Câmara de Maracanaú afirmando que a luta de seu parente revolucionário trouxe a democracia e acima de tudo o reconhecimento dos que acreditam em dias melhores. “Solicitamos ainda que seja feito um documento por esta Casa Legislativa narrando um breve histórico da vida de Bergson, e que seja distribuído com as entidades dos estudantes de Maracanaú, com o objetivo de se ver reconhecida por este município à luta de um comunista revolucionário”, destaca o documento.

Para Chico Barbeiro, a história de Bergson Gurjão se confunde com a história da juventude brasileira. “Nosso mandato escolheu precisamente o dia do estudante como sendo uma forma de reconhecer nele o símbolo de todos os estudantes que de forma heróica lutaram para garantir o desenvolvimento da democracia em nosso país”, afirma o vereador. Ainda segundo o presidente da Câmara de Vereadores de Maracanaú, é preciso transmitir às gerações presentes e futuras a capacidade de reencantar–se com um mundo melhor de se viver. “Gostaríamos que os valores buscados por este militante revolucionário fossem exemplo para nossos jovens e os tornassem capazes de se indignar contra toda injustiça vivida contra nosso povo”, declara.

Bergson era estudante de Química na Universidade Federal do Ceará (UFC), vice-presidente do DCE eleito em 1968. Foi preso no Congresso da UNE em Ibiúna e, em 1968, excluído da universidade com base no Decreto-lei 477.

Em 1968, no Ceará, foi gravemente ferido na cabeça quando participava de manifestação estudantil na Praça José de Alencar. Em 1969, foi residir na região de Caianos, onde continuou suas atividades políticas. Em 08 de maio de 1972, foi ferido e morto em combate nas selvas do Araguaia.
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