21/10/2008

“PICARETAS” SÃO CONTRA O FIM DO NOPOTÍSMO NO PAÍS



O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acredita que a existência de um número excessivo de partidos políticos é um dos maiores problemas da democracia brasileira. Autor de um projeto já aprovado no Senado sobre nepotismo, Demóstenes afirma que os ´políticos corruptos e picaretas´ não apóiam o fim do nepotismo na administração pública. Para o senador, há a necessidade de se reduzir o número de partidos políticos para, no máximo, cinco ou seis agremiações, a fim de promover um maior controle de candidaturas e uma organização política no Brasil.
A sugestão do senador foi em recente palestra na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), oportunidade em que explanou sobre ética e política mostrando os princípios que regem a administração pública e uma série de irregularidades constatadas em pesquisas feitas por ele nas administrações municipais do Brasil.
´A existência de mais de 30 partidos favorece a barganha e as negociatas que sempre ocorrem nos bastidores. Se tivermos o compromisso de controlar esse número absurdo de partidos ficará mais fácil, inclusive, de controlarmos os registros de candidaturas de pessoas com ficha suja´, destacou, ao propor, também, a criação de um mecanismo que obrigue cada partido a prestar contas ao Tribunal de Contas da União, mostrando aplicação dos recursos do fundo partidário.
Lamentando o descrédito de que goza a classe política brasileira, ele criticou a postura dos eleitores que dizem odiar a política. ´É por causa desse tipo de eleitor que os maus políticos estão no Poder e se perpetuam nele. Muitas vezes as pessoas nem sabem, mas é justamente por isso que o país se encontra como está´, avaliou.
Visando combater o nepotismo nas três esferas de poder, de autoria dele, Demóstenes ressalta que o assunto foi amplamente discutido com o Ministério Público e com outras entidades e seria uma possibilidade de acabar esse mal.
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