18/09/2008

32% DAS MULHERES BRASILEIRAS FIZERAM SEXO LOGO AOS 15 ANOS

As brasileiras estão praticando sexo e tendo filhos cada vez mais jovens, de acordo com a recém-divulgada Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher, realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com financiamento do Ministério da Saúde, em Brasília.

No grupo das jovens de 15 a 19 anos, 32,6% disseram em 2006 ter tido a 1ª relação sexual aos 15 anos. Em 1996, na edição anterior da pesquisa, o índice era de apenas 11,5%. Por tabela, o percentual de meninas nessa faixa etária que se declararam virgens diminuiu, de 67,2% para 44,8%.

O levantamento foi realizado no Brasil inteiro. Obtidas por entrevista entre novembro de 2006 e maio de 2007, as informações são sobre cerca de 15,5 mil mulheres em idade fértil, de 15 a 49 anos, e aproximadamente 5.000 crianças de até cinco anos. As conseqüências desse início precoce da vida sexual se refletem nos números de gravidez.

A idade mediana da mulher na época do nascimento do primeiro filho caiu, nesses 10 anos, de 22,4 anos para 21. Metade das mães é mais nova do que essa idade e a outra metade. O índice de meninas de 15 anos com filho subiu, ainda de acordo com a pesquisa, de 3% para 5,8% entre 1996 e 2006.

O acesso a métodos de prevenção da gravidez também cresceu, porém sem chegar a provocar impacto no número de filhos não planejados. Dos bebês nascidos entre 2001 e 2006, foram indesejados 18% e 28% estavam nos planos das mulheres só para mais tarde.

"Isso nos leva a pensar em falhas de métodos (de anticoncepção), uso intermitente de métodos ou eventual descontinuidade na distribuição gratuita de métodos", afirmou a demógrafa Elza Berquó, coordenadora da pesquisa. A idade para o nascimento do 1º filho varia de acordo com o grau de instrução da mulher.

Aquelas com até três anos de estudo têm o 1º filho, em média, aos 19. Para as que estudaram 12 anos ou mais, a média sobe para 26 anos. Na avaliação do ginecologista Marco Aurélio Galletta, de São Paulo, o que falta é uma estratégia focada na educação das adolescentes: "Temos um cuidado muito bom com as crianças. A mortalidade infantil no Brasil já é de país desenvolvido. E estamos melhorando agora a saúde da mulher e do adulto. Mas fica um buraco na saúde do adolescente".

Cesáreas
A pesquisa mostrou ainda um aumento no número de cesáreas, de 36,4% dos partos em 1996 para 43,6% em 2006. Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, essa realidade é "preocupante". Esse é um dos únicos indicadores negativos que está mais presente nas mulheres com maior escolaridade, na região Sudeste do país e na rede privada de saúde.


NÚMEROS

26% - das mulheres sexualmente ativas não-unidas faz sexo com camisinha;

12% é o percentual entre mulheres unidas

27,3% - era o percentual de mulheres em idade fértil que tinham feito cirurgia de esterilização em 1996; 21,8% era o percentual em 2006

15,5 - mil mulheres em idade fértil, de 15 a 49 anos, e aproximadamente 5.000 crianças de até cinco anos foram entrevistadas em todo o País, entre novembro de 2006 e maio de 2007
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